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@clara.nao

Clara Não

💁🏻‍♀️ Equality, Love, Self-care ✍🏻 Portuguese illustrator and writer 💞 @nao.nao.brand 📩 PR & brands: hi@maisqueuma.com
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clara.nao Recebi testemunhos sobre pessoas que querer, a todo o custo e contra a vontade dos pais, tocar/pegar em recém-nascidos Continua a haver muito esta questão do “não é assim que se faz porque não é assim que eu faria”, sem terem noção dos contextos da pessoa e, acima de tudo, sem que tenha sido pedida opinião (nem toda a gente tem tempo ou disponibilidade para introduzir a comida com o método BWL). Uma coisa é ver uma criança a ser mal tratada, o que é de intervir, outra coisa é não concordar com a perspetiva de parentalidade de alguém em que “simplesmente faríamos de forma diferente”. Como ensina a minha irmã aos meus sobrinhos “cada casa tem as suas regras”. E depois temos a insistência alheia para tocar em recém-nascidos. Cabe a cada futura mãe e pai informar-se sobre os cuidados a ter com um recém-nascido. Não é preciso ler muito para perceber que toques contaminados, pegar, ou dar beijinhos podem comportar danos de saúde aos bebés (bactérias que desenvolvem meningite; vírus respiratórios que resultam em bronquiolite; contágio de herpes que causam lesões no cérebro e até fatalidade). Por isso, para quem me lê: mesmo que achem que os recém-pais e mães estão a exagerar ao não deixarem vocês tocarem/ pegarem/ darem um beijinho querido no bebé, respeitem. Pois mais vale pais e mães descansados com um bebé protegido, do que termos pais e mães aflitos e cheios de ansiedade, e com o seu recém-nascido a correr riscos, só porque um/a familiar ou um desconhecido ‘queria muito dar um beijinho naquela carinha lindinha’. Pensem na saúde do bebé e na ansiedade das recém-mães e pais antes dos vossos meros caprichos. Antes de tocar, pegar, dar um beijinho num bebé ou criança, perguntem se podem. Se a criança já for responsiva, perguntem à criança e aceitem a sua reação. Isso também é consentimento 💞 A tia e miga, Clara #claranao #parentalidade #maternidade #consentimento
3 semanas atrás
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clara.nao O estado de graça da gravidez não pode, socialmente, passar a um “estado de desgraça”, em que a barriga, antes quase vista como sagrada, passa a ser vista como algo terrível no pós-parto. Demos tempo ao corpo, e tenhamos tento na língua quando for para comentar o corpo das outras pessoas. Uma pessoa que pariu um bebé merece carinho, apoio, e não um comentário sobre a barriga do pós-parto. Essa barriga deu origem à vida que agora existe nos braços de quem ama o bebé. Sejamos gentis. Além disso, a barriga da grávida e a gravidez não são de domínio público. Sem consentimento, não se deve tocar, fazer perguntas invasivas ou dar conselhos. Opiniões só se forem pedidas, se não forem, apoiem só. Tiveste alguma experiência com comentários indevidos na gravidez ou no pós-parto? Partilha nos comentários se quiseres 💕 #claranao #maternidade #posparto
3 semanas atrás
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clara.nao A sério, quem é anti-LGBT, expliquem-me: porque vos faz tanta confusão e alergia alguém ser LGBT? O que é que muda na nossa vida? Nenhuma pessoa LGBTQIA+ anda porta a porta a tentar “converter” pessoas. Todas as pessoas LGBTQIA+ cresceram só a ver e a ler histórias hetero e não deixam de ser gay, lésbicas, trans, etc. Ser LGBTQIA+ é uma característica, não um defeito ou anomalia. A homossexualidade, intersexualidade, transgénero é natural. Não faltam exemplos na natureza, basta pesquisarem um pouco e deixarem de ser ignorantes. Enquanto a homossexualidade, intersexualidade e os diferentes comportamentos de género são observados na natureza, só os humanos é que apresentam casos de homofobia, bifobia e transfobia. Por isso, o que é anti-natural é ser anti-LGBTQIA+. Se “gostam” ou “não gostam”, é irrelevante. Não gostam, não comam. Atenciofodassemente, Clara #claranao #lgbt #direitoslgbt
3 semanas atrás
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clara.nao A ONU pede a retirada de projetos-lei* do PSD, Chega e CDS sobre identidade de género, dizendo que vão contra os direitos humanos. Obrigada, ONU 💙. Chega rejeita retirar o projeto, assim como o CDS-PP. * (aqueles que deram origem ao polémico Grande Debate, lembram-se?) Caro PSD, Chega e CDS: não há nenhuma lei que permita a menores mudar de sexo. Nem tal se deseja. Vocês são uns marmanjos ignorantes em matérias de género. O projeto-lei do Chega refere mesmo à expressão “perturbações de identidade de género”, considerando que ser trans é uma perturbação mental, e pretende proibir a transição de sexo e de género. O projeto-lei do CDS tem como objetivo proibir tratamentos em menores de 18 anos (falamos aqui de terapia hormonal que pode salvar literalmente vidas de jovens LGBT+ que não se identificam com o corpo em que nasceram), tendo o deputado Paulo Núncio falado em “violência contra as crianças”. Valha-vos Deus. O que também não percebem é que a identidade de género é uma coisa, a genitália é outra. Uma pessoa pode ser intersexo e identificar-se como mulher. Nascer com vulva pode identificar-se como homem, sendo homem trans. Uma pessoa trans pode escolher, ou não, fazer a operação de mudança de sexo (genitália). Um homem trans que não decida fazer a operação não é menos homem por causa disso. E o que deveria constar no CC, para não haver confusão, é o género da pessoa. Basta pensarmos: uma mulher que tenha nascido com vulva (logo, é cisgénero) que tenha de fazer uma histerectomia (retirar o útero) é menos mulher por causa disso? Não. Um homem cis que tenha de retirar os testículos por causa de um tumor é menos homem por causa disso? Não. Então, podemos deixar de definir o género conforme a genitália? O género é o género com que cada pessoa se autoidentifica. Para quem não percebe isto, pergunto a André Ventura/ Paulo Núncio: sente-se uma mulher? Não, pois não? Porque é um homem cisgénero. Quem não percebe isto tendo toda a informação à sua disposição, ou tem défice de inteligência ou é ignorante. E o pior dos casos é quando se escolhe o segundo. #claranao #identidadedegenero #genero
3 semanas atrás
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clara.nao Como desarmar pessoas que se metem na vida privada: ser honesta, mandar uma piada ou devolver o desconforto (como complemento, pode-se depois dizer que essa pergunta não se faz) . Mexe com as capacidades financeiras, a habitação, a disponibilidade ou não de rede familiar, os problemas de fertilidade, possíveis traumas e, acima de tudo, mexe com VONTADES. Na dúvida, não perguntem. Perguntem outra coisa qualquer. Ainda por cima, não é uma pergunta que não se faz a jovens homens com a mesma frequência do que a mulheres. Então se elas tiverem acima dos 30, se não quiserem filhos são quase consideradas aberrações. Enfim, não faz sentido nenhum. Imaginem também o que é uma mulher querer mesmo ser mãe mas não poder e ser abordada com esta pergunta. Já eu, rebolo os olhos e digo o que sentir na altura. Já respondi “se e quando eu quiser” e já fiz de conta que não ouvia “desculpe, mas não percebi” “ai, não consigo mesmo ouvir” ou “tendo em conta que namoro com uma mulher, isso envolveria tratamentos hormonais que tanto comportam disponibilidade emocional como económica e nesta economia, despender de uns bons milhares euros sem garantias de que vá resultar, não me parece muito consciente de momento. Mas se quiser contribuir, posso passar-lhe o meu IBAN *risos como de fosse uma piada*”. A resposta “hoje não me dá muito jeito” não é miga, é de uma antiga colega de trabalho que costumava responder isso (beijinho, Cátia) 💞 #claranao #maternidade #gravidez #feminismo
4 semanas atrás
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clara.nao As mulheres não nasceram para agradar aos homens. As mulheres não são servas dos homens e dos seus gostos. As mulheres são donas de si mesmas. Quem não perceber, que leia outra vez 💁🏻‍♀️ Para todos os homens que não são otários, não se ofendam, que não é sobre vocês 💞 #claranao #direitosdasmulheres
1 mês atrás

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