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@dinodsantiago

Dino D'Santiago

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dinodsantiago Bino… “Ah Mundu.” Era assim que nos abraçávamos quando a vida cruzava os nossos caminhos. Depois cantavas: “Si eh pa nu labanta, nu ten ki bai…” E eu respondia: “So ka nu skesi Tradison.” Ofereceste-me o meu primeiro ferrinho. Mas antes mostraste-me o preço de uma vida inteira dedicada ao Funaná. Um braço maior do que o outro, moldado pela faca. E na clavícula, uma cavidade feita pelo ferrinho, depois de décadas encostado ao mesmo lugar. Nunca esqueci essa imagem. O teu corpo tornou-se arquivo. África também se escreveu assim: em corpos que guardaram aquilo que os livros esqueceram. Nos músculos. Nas cicatrizes. No tambor. Na dança. Na oralidade. No ferro. Estes dias têm sido duros. Primeiro partiu o meu Professor de Música. Ontem, quando saí do palco, soube que também tu atravessaste para o outro lado da vida. E alguma coisa em mim ficou em silêncio. Porque quando decidi regressar às minhas raízes, foste um dos colos BADIU que me fizeram compreender que eu não era estrangeiro na minha própria História. E Cabo Verde é esta pequena porção de África lançada ao Atlântico que, mesmo separada do continente pelas águas, nunca deixou de escutar o tambor do outro lado. Não foi o ferrinho que gastou o teu corpo. Foi o teu corpo que abriu espaço para a eternidade. Porque enquanto houver Funaná, haverá qualquer coisa tua que se recusa a morrer. OBRIGADU PA TUDU, KEL OMI. 👑 Ah Mundu…
3 semanas atrás
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dinodsantiago Criolo, Amaro & Dino no MEO KALORAMA🔥 Grande encontro que se viveu por aqui! 📷 @goncalosilvs @joaosilvapp
3 semanas atrás
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dinodsantiago Como se encontram palavras para descrever a partida de um Professor? Já escrevi sobre muitos lugares onde habita a dor da perda. Mas sempre me foi difícil compreender o lugar que permanece quando quem parte é um Professor. Durante toda a minha vida, foram apenas três aqueles que vi partir: a professora Fernanda, a professora Ilda Viegas e agora, de forma tão inexplicável, o nosso eterno Professor de Música, Aníbal Soutinho. Quantas vidas cabem dentro da vida de um Professor? O Professor Aníbal e a sua esposa, a Professora Luísa Soutinho, fizeram da Educação um exercício de Humanidade: ninguém ficava para trás, independentemente da origem, condição económica ou credo. Porque ensinar é olhar o outro com atenção suficiente para perceber se está verdadeiramente a aprender. E quando um aluno percebe que um Professor não desistiu dele, acontece uma coisa quase sagrada: ele sente-se visto. Eu fui visto. E sou fruto desse olhar. Em 2022, o Professor Aníbal ofereceu-me uma das homenagens mais bonitas da minha vida: deu à sala onde tantas crianças descobririam a Música o nome de Sala de Música Dino D’Santiago, para que pudesse inspirar as futuras gerações. Naquele dia, emocionei-me por ver o meu nome gravado numa porta. Hoje compreendo que era ele quem gravava o seu nome em mim. Porque se o meu nome ficou numa porta que levará outras crianças até à Música, o nome do Professor Aníbal ficará para sempre gravado na porta que me levou até ela. Talvez seja esta a imortalidade de um Professor: abrir uma porta dentro de alguém e nunca mais sair de lá. Em Março, reformar-se-ia depois de quatro décadas ao serviço da Educação. Um Professor parte quando já não cabe apenas dentro de si. Porque entretanto espalhou-se. Numa memória. Numa pauta. Numa canção. Na pessoa em que cada aluno se tornou. É assim que os Mestres enganam a morte. À Professora Luísa e à filha amada de ambos, a minha amiga de infância Diana Soutinho, deixo o meu abraço mais profundo. Que Deus e essa força interminável a que chamamos Amor vos abracem. Obrigado, Professor Aníbal. 🕊️
4 semanas atrás
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dinodsantiago “O ferro na pele tentou apagar a identidade, mas a Ancestralidade e a Resistência escreveram a história da L I B E R D A D E.”
4 semanas atrás
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dinodsantiago O artista caboverdiano-português Dino D’Santiago, consagrado internacionalmente por sua música, apresenta a coleção de pinturas em tinta chinesa sobre papel “The Return Door” - 023 e 024. As obras, de rostos sobrepostos de forma irregular, expressam sua visão sobre a ruptura de vidas africanas pela falta de reconhecimento histórico. A série corresponde também aos 50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, questionando o valor da liberdade sem memória ancestral. Curadoria: Ana Carolina de Villanueva. 🖼️ Se tiveres interesse em adquirir esta pintura, porfavor entre em contacto através do email @lukaartgallery #dinodsantiago #caboverde #artist #artgallery #artcollector
1 mês atrás
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dinodsantiago Despertar é lembrar que a centelha mais funda Nunca deixou de permanecer.🐚 📸 @andersxntana
1 mês atrás

Perguntas frequentes