É aquele tipo que ouves na rádio e acabas por repetir frases nos jantares: humorista, locutor e autor com décadas de trabalho em rádio e televisão em Portugal. Faz rubricas que viraram livros, espetáculos e memética instantânea — e continua a fazer tudo isso com um sorriso meio sarcástico.
Nasceu em Lisboa a 21 de julho de 1971 e construiu a carreira entre rádios (Rádio Comercial, Antena 3, M80), programas de televisão e projetos editoriais, sempre com um pé na nostalgia e outro no absurdo do quotidiano.
O momento que o tornou inconfundível foi a rubrica O Homem Que Mordeu o Cão: histórias bizarras, tonzinho de contação e ganchos perfeitos para viralizar nas conversas e nas redes. Essa fórmula levou-o a livros, espetáculos ao vivo e adaptações — foi aí que muita gente jovem começou a conhecê‑lo para além da geração que o ouviu desde cedo.
Hoje é presença regular na Rádio Comercial e transforma muitas dessas rubricas em episódios de podcast que aparecem nas plataformas como Spotify e Apple Podcasts — ou seja, se fazes playlists e tens podcasts guardados, é provável que já o tenhas ouvido lá.
Segue‑o se gostas de humor que mistura memórias pessoais, referências pop e observações pequenas mas certeiras sobre a vida. Os episódios são curtos, fáceis de ouvir no trânsito ou entre aulas, e têm aquele formato que pega nas tuas próprias histórias e faz delas piada sem ser ofensivo (na maior parte das vezes).
Além do trabalho na rádio e nos podcasts, tem livros e espetáculos ao vivo que alimentam a sua presença cultural — e, nos últimos meses, a sua recuperação de problemas de saúde tem sido acompanhada publicamente, o que também aproximou ainda mais muitos ouvintes.



