Princesa Eugenie deu à luz a sua filha em Portugal
A princesa Eugenie deu à luz uma menina no Hospital da Luz, em Lisboa, no dia 3 de agosto. A bebé tem cidadania britânica por descendência, mas não terá direito automático à cidadania portuguesa.

A princesa Eugenie e o marido Jack Brooksbank anunciaram o nascimento da sua filha — o terceiro filho do casal — com uma publicação no Instagram que rapidamente chegou também à página oficial da família real britânica. "O Jack e eu estamos muito entusiasmados ao anunciar a bebé Brooksbank!! Estamos mais do que apaixonados pela nossa menina", pode ler-se na publicação. O nome da bebé não foi ainda revelado.
A menina nasceu no passado dia 3 de agosto, numa segunda-feira, no Hospital da Luz, em Lisboa, segundo a RTP. Os dois filhos mais velhos do casal, August e Ernest, nasceram no Portland Hospital, em Londres — o mesmo hospital onde Eugenie e a irmã, a princesa Beatrice, vieram ao mundo.
Porque é que Eugenie escolheu Lisboa para o parto?
Desde 2022 que a princesa e o marido dividem a vida entre Portugal e o Reino Unido. Jack Brooksbank trabalha no empreendimento Costa Terra Golf & Ocean Club, em Melides, na costa alentejana, onde o casal tem casa. A zona tornou-se uma espécie de destino de eleição para nomes conhecidos: entre os vizinhos contam-se Christian Louboutin e o piloto de Fórmula 1 Max Verstappen. Mais recentemente, Harry e Meghan também estiveram na região, onde terão igualmente comprado casa.
Com a família instalada em Portugal há quatro anos, fez sentido que o parto acontecesse em Lisboa. A questão que muita gente colocou de seguida foi outra: a bebé tem direito a cidadania portuguesa?
Cidadania britânica sim, portuguesa não — pelo menos por agora
Segundo a revista Hello!, o facto de ambos os pais serem cidadãos britânicos garante automaticamente à menina a cidadania britânica por descendência, independentemente do país onde nasceu. Já a cidadania portuguesa é outra história.
Portugal não concede cidadania por nascimento a filhos de cidadãos estrangeiros. Para que isso fosse possível, um dos progenitores teria de cumprir o requisito de cinco anos de residência legal no momento do nascimento. O casal reside em Portugal há apenas quatro anos, pelo que a condição não está preenchida. Há ainda um detalhe relevante: a lei foi alterada em maio deste ano e, antes dessa mudança, bastava um ano de residência legal para abrir essa porta — o que, nas circunstâncias do casal, teria feito toda a diferença. Para que os filhos de Eugenie e Jack possam vir a obter a cidadania portuguesa, uma das vias possíveis será concluírem o ensino primário em Portugal.
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