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Entretenimento13 Aug 2026·5 min. de leitura

Tiago Bandeira foi o convidado de Júlia Pinheiro

Tiago Bandeira falou com Júlia Pinheiro sobre o impacto de crescer num meio religioso rígido e sobre o medo de assumir plenamente quem era.

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
Tiago Bandeira foi o convidado de Júlia Pinheiro
Créditos: Instagram

Tiago Bandeira foi o convidado mais recente de Júlia Pinheiro e a conversa entre ambos revelou um lado da vida do filho de Rui Bandeira e irmão de Bárbara Bandeira que raramente vem a público. Durante anos, confessou, acreditou que ser verdadeiramente ele próprio poderia custar-lhe a relação com Deus. Cresceu num ambiente profundamente religioso e essa educação, admite agora, acabou por moldar de forma decisiva a sua identidade.

Quando Júlia Pinheiro lhe perguntou se o ambiente em que cresceu era "castrador", Tiago não fugiu à resposta: "Eu hoje consigo dizer que sim, na época eu estava um pouco formatado". Na altura, garante, nem sequer tinha noção da dimensão dessa repressão. Estava de tal forma habituado àquela realidade que via nela, simplesmente, a sua vida.

"Havia muitas questões que me atormentavam"

A adolescência não foi fácil. Aos 12 anos, Tiago mudou-se para o Brasil e precisou de se reinventar numa realidade completamente nova. A isso somou-se a discriminação que sentiu por ser português, além da pressão constante para corresponder ao que os outros esperavam dele.

Mas havia ainda um peso adicional: a religião evangélica em que foi criado trazia consigo uma ideia muito específica sobre o que significava ser homem. Da forma de estar à maneira de se relacionar com quem o rodeava, tudo parecia ter um molde a seguir. "E muitas delas entram na parte da religião e daquilo que é esperado para um homem ser dentro da religião. Uma certa masculinidade, uma forma de nos relacionarmos uns com os outros", recorda o convidado de Júlia Pinheiro.

Esse conflito interno tinha ainda outra camada, talvez a mais dolorosa: o medo de trair aquilo em que acreditava. Tiago explica que, na época, tanto o consciente como o subconsciente lhe diziam a mesma coisa, que assumir-se plenamente poderia significar pôr em causa a sua fé. "Se eu tentasse ser eu, ou mais eu possível, eu estaria a colocar a minha vida, a minha vida eterna, em risco."

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