Clara de Sousa recorda Pinto Balsemão na primeira gala dos Globos de Ouro depois da morte do fundador da SIC
Clara de Sousa apresenta pela sexta vez os Globos de Ouro, no Coliseu dos Recreios, numa gala que assinala quase um ano sobre a morte de Francisco Pinto Balsemão, fundador da SIC.

Há galas que chegam carregadas de um peso diferente. A edição deste ano dos Globos de Ouro é uma delas: é a primeira desde a morte de Francisco Pinto Balsemão, fundador da SIC e do Expresso, que partiu em novembro de 2025. Quem vai conduzir a noite é Clara de Sousa, já pelo sexto ano consecutivo, no palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na noite de 26 de setembro.
Tranquila no palco, mas com Balsemão na memória
Em declarações à revista SIC Caras, Clara de Sousa explicou como encara mais uma noite à frente do evento mais importante do ano para a televisão portuguesa. "É igual aos outros anos, à exceção do primeiro ano, era sempre uma situação um pouco mais desconhecida. Mas desde então, obviamente, já me habituei a pisar aquele palco e a fazer esta gala e, portanto, estou muito tranquila", afirmou.
Sobre a preparação, desmistificou a ideia de que uma gala desta dimensão exige semanas de ensaios intensivos: "Os 'Globos de Ouro' não exigem grande preparação. Na verdade, há guionistas que fazem o guião e eu, agora nestes dias que antecedem a gala, vejo os textos, adapto-os à minha forma de falar, ao meu ritmo, para me sentir confortável com o que digo". O segredo, para ela, está nessa apropriação do discurso: "Eu não quero só ler, eu quero dizer, eu quero que seja como se estivesse à frente de uma pessoa a falar com ela. Não gosto muito de estar a ler para as pessoas e, portanto, é aí que eu ganho na proximidade e é isso que eu faço, é o meu trabalho. Dá muito mais trabalho fazer um 'Jornal da Noite' ou preparar entrevistas, ou debates".
"Sempre com ele na nossa memória"
Mas é a sombra de Pinto Balsemão que paira, inevitavelmente, sobre esta 30.ª edição. Clara de Sousa não esquivou o tema: "Vai ser a primeira gala praticamente um ano depois da partida do Francisco Pinto Balsemão, mas aqui estamos, sempre com ele na nossa memória, para celebrar esta 30.ª gala".
A jornalista foi mais longe e recordou o tipo de homem que ele era, tanto do ponto de vista humano como profissional: "estará sempre na nossa memória porque ele era, de facto, uma pessoa extraordinária, com uma grande proximidade e continua a ser uma grande referência. Enquanto jornalista, ele era um grande defensor da liberdade jornalística, e fazia questão de o dizer, e muitas vezes falava com ele e até o desafiava um bocadinho. Ele tinha um sentido de humor extraordinário".
Uma figura que moldou o jornalismo e a televisão em Portugal durante décadas, e cuja ausência se vai sentir numa noite que, ainda assim, existe graças ao que ele construiu.
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