Marco Costa faz desabafo sobre o seu corpo
Marco Costa, pasteleiro e figura pública com 36 anos, partilhou um desabafo sobre o que é sentir o corpo a cobrar a fatura dos anos de trabalho intenso — e o que aprendeu com isso.

Marco Costa tem 36 anos e foi às redes sociais fazer um desabafo honesto sobre o que é sentir a idade a chegar. O famoso pasteleiro, sempre associado a um ritmo de trabalho frenético e a vários projetos em simultâneo, admite que chegou a um ponto em que o corpo simplesmente deixou de aceitar as mesmas condições.
«Sou de ferro. Sou uma máquina. Sou imbatível.»
Esta foi, durante anos, a narrativa que Marco Costa contou a si próprio. «Há 10 ou 15 anos, se me perguntassem como é que eu aguentava sem dormir, eu respondia: não preciso de dormir. Sou de ferro. Sou uma máquina. Sou imbatível. E acreditava mesmo. Dormia pouco, trabalhava muito, cansava-me zero — ou pelo menos era o que eu achava.»
Agora, a perspetiva mudou radicalmente. O antigo concorrente do Secret Story 2 diz ter percebido que «a idade chega sem avisar» e «não manda carta», «não toca à campainha». A descrição é tão concreta quanto irreverente: «Um dia simplesmente acordas e percebes que uma noite mal dormida já não se resolve com um café. O corpo começa a cobrar. Aquela noite que antes era 'tranquila', agora dá direito a dois dias de recuperação. As costas têm opiniões, os joelhos têm opiniões. Até as escadas parecem ter qualquer coisa contra nós. E então percebes: afinal não sou de ferro, nunca fui, só era novo.»
Menos resistência, mais propósito
O desabafo não ficou pela queixa. Marco Costa transformou o diagnóstico numa espécie de manifesto pessoal sobre o que muda quando a energia já não é infinita. «Já não tenho energia para desperdiçar. Já não quero fazer tudo. Quero fazer o que importa. Já não tenho a resistência de antigamente, por isso tenho de compensar com vontade. Já não consigo correr como antes, então aprendi a não parar. Talvez seja isto envelhecer. Perder de um lado, para ganhar do outro. Menos força física, mais força mental. Menos energia, mais propósito. Menos pressa, mais direção.»
E terminou com uma declaração que mistura cansaço e determinação de forma muito pouco filtrada: «Hoje já não digo que sou imbatível, se calhar até estou bastante cansado, mas há coisas que não podem falhar. Porque no fim do dia, quando tudo pesa, quando o corpo pede descanso e a cabeça já pede silêncio, há uma coisa que continua intacta: a vontade de fazer o que for preciso por aquilo que é realmente importante: a minha família. E talvez seja essa a verdadeira força, não é ser de ferro, é saber que já não somos e continuar na mesma. Só que agora, com 36 anos e com muito mais dores nas costas.»
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