Faz seis meses que Nuno Markl sofreu o AVC
Nuno Markl assinalou nas redes sociais os seis meses passados desde o AVC que sofreu a 20 de novembro, partilhando uma mensagem emotiva sobre a recuperação.

Seis meses depois do AVC, Nuno Markl faz as contas ao que viveu
Esta quarta-feira, dia 20 de maio, Nuno Markl recorreu às redes sociais para assinalar uma data que dificilmente esquecerá: há exatamente seis meses sofreu o primeiro AVC. O humorista e locutor, uma das vozes mais reconhecidas da rádio e televisão portuguesas, partilhou uma mensagem longa e sentida, entre o alívio, a gratidão e uma honestidade que lhe é característica.
"20 de Maio. Faz hoje 6 meses - meio ano, com a breca! - que tive a sorte do caraças de não morrer e de preservar intactas duas ferramentas preciosas de trabalho: a mente e a fala. Sim, nunca senti tanto terror na minha vida como no dia 20 de Novembro, mas tendo em conta tudo o que poderia ter acontecido, saiu-me a sorte grande", começou por escrever.
"Sou forte como o catano"
A recuperação não tem sido fácil — e Nuno Markl não faz questão de fingir que foi. Com o humor que sempre o distinguiu, descreveu os desafios concretos que foi tendo de superar: "Aprendi lições várias; a mais recente é que nunca imaginei que tivesse a força requerida para a escalada íngreme diária que tem sido a recuperação. Afinal, sou forte como o catano. Depois de missões mais pequenas - como aprender a vestir cuecas só com uma mão e tendo uma perna fanfa - eis que estou quase no boss level que é voltar à vida lá fora."
É impossível não sorrir com a imagem das cuecas e da "perna fanfa" — e é precisamente esse equilíbrio entre vulnerabilidade e leveza que tem feito com que tantas pessoas acompanhem de perto esta fase da sua vida.
Para terminar, Markl recorreu a uma metáfora que resume bem o estado em que se encontra: "Neste momento, olho para tudo o que me espera como um puzzle de 10000 peças que vai resultar numa imagem linda, assim consiga perceber onde e como tudo encaixa. Que é como quem diz: estou feliz, mas também ansioso. Mas não estou sozinho nisto, entre os que me são próximos e todos vós que tanto conforto e gentileza me têm dado ao longo deste meio ano. Seis meses, os piores e melhores de sempre."






