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Influenciadores21 Jul 2026·5 min. de leitura

Nuno Markl, em dia de aniversário, faz desabafo comovente

Nuno Markl completou 55 anos esta terça-feira, dia 21, e em direto na Rádio Comercial leu um texto emotivo sobre os AVCs que quase o impediram de chegar a esta data.

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
Nuno Markl, em dia de aniversário, faz desabafo comovente
Créditos: Instagram

Esta terça-feira, dia 21, Nuno Markl completou 55 anos. E não passou em branco. Em direto na Rádio Comercial, o humorista e locutor leu um texto que ele próprio escreveu — emotivo, cru e com o humor característico de quem sabe que podia não estar ali para o contar.

"O aniversário mais importante da minha vida"

"55 é uma idade do caraças, sobretudo quando se esteve quase a não chegar a ela. Daqui a cinco anos, terei aquela idade que é um marco irreversível, os 60. Este é possivelmente o aniversário mais importante da minha vida, não só por ser uma idade redonda, mas porque é o primeiro aniversário pós-AVCs", começou por dizer.

O texto tornou-se rapidamente num desabafo sobre o que mudou — e o que devia ter mudado antes. Markl falou de si próprio na terceira pessoa, distinguindo o "Markl do antes" do "Markl do depois", com uma honestidade que raramente se ouve em antena.

A lição de quem ignorou todos os sinais

"Malta, não sejam como eu antes, ou então sejam só parcialmente. O Markl do antes tinha uma coisa que toda a gente deveria experimentar na vida, que é amar intensamente aquilo que fazia. Essa é a parte boa, o que o Markl do depois aprendeu é que amar intensamente o que se faz tende a resultar melhor quando damos ouvidos às pessoas que nos amam e que começamos a ver menos porque estamos ocupados a amar intensamente o que fazemos."

E foi mais longe, recordando os avisos que recusou ouvir: "Muitas dessas pessoas, ainda por cima, diziam: 'Não deverias abrandar? Não deverias parar um bocadinho? Não deverias ir ao médico? Não deverias fazer análises?'. O Markl do antes respondia: 'Não, estou ótimo'. E aceitava mais coisas para fazer a um ponto em que já não sabia se as aceitava porque gostava genuinamente de as fazer ou se as aceitava para assegurar que não iria ter tempo para se conformar com a dura realidade de que, se calhar, se fosse ao médico e fizesse análises, iria ter uma amarga surpresa. O Markl do antes era um bocado burro, tenho de o dizer. Não que o do depois seja particularmente inteligente, mas sabe mais uma ou duas coisas."

Para fechar, o apelo foi direto e sem rodeios — à imagem de quem percebeu, da pior maneira, o que está em jogo: "Poderia ter deixado de falar, de pensar, poderia ter-me calhado tudo isto ou já aqui não estar a comemorar. Pode acontecer a qualquer um, é a coisa que mais mata em Portugal. Deixem-se de m***** e cuidem de vocês."

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