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Música16 Sep 2026·5 min. de leitura·Atualizado a 17 de setembro de 2026

Artistas abandonam Ed Sheeran depois da expulsão de Macklemore

Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga afastaram-se da digressão de Ed Sheeran depois da polémica com a expulsão de Macklemore. O cantor britânico já reagiu.

Pedro Davide
Pedro DavideFundador & Editor
Artistas abandonam Ed Sheeran depois da expulsão de Macklemore
Créditos: Instagram

A digressão de Ed Sheeran tornou-se no centro de uma das maiores polémicas da indústria musical dos últimos tempos. Tudo começou a 4 de setembro, quando o rapper Macklemore aproveitou a abertura de alguns concertos nos Estados Unidos para fazer um discurso de apoio à Palestina no conflito com Israel. A reação dos proprietários dos estádios onde estavam marcadas as datas seguintes foi imediata: ou Macklemore saía da digressão, ou os concertos seriam cancelados. A promotora optou por retirar o artista.

Quase duas semanas depois, o caso continua a fazer ondas. Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga, todos eles escalados para abrir concertos da digressão dentro e fora dos EUA, anunciaram que se vão retirar. Ed Sheeran fica, assim, sem qualquer artista de abertura confirmado para o resto da digressão, que termina a 11 de dezembro.

O que disse Ed Sheeran sobre a polémica

Perante a pressão crescente, o cantor britânico decidiu pronunciar-se pela primeira vez através de um comunicado publicado no Instagram — onde os comentários foram, entretanto, desativados. No texto, começa por contextualizar a relação com Macklemore: "Macklemore pediu para fazer parte da minha digressão no ano passado e eu aceitei, porque o respeito enquanto artista. Tal como acontece com todos os meus artistas convidados, concordei que pudesse apresentar o alinhamento de músicas que escolhesse."

Sobre o episódio que desencadeou tudo, explica: "Depois das atuações de Macklemore nos meus concertos em Nova Jérsia, os recintos onde estavam marcadas as próximas datas da digressão comunicaram que cancelariam os concertos caso ele continuasse a atuar como convidado. Foi-me explicado que esta posição se devia à forma como Macklemore transmitiu parte da sua mensagem durante a atuação, e não à totalidade do que foi dito."

Ed Sheeran rejeita qualquer responsabilidade direta na decisão: "A saída de Macklemore da digressão foi uma decisão do promotor, não minha. Nunca deixaria ficar mal os fãs que tinham feito planos, nem abandonaria a equipa que trabalha na digressão e os restantes artistas convidados e músicos que dependem de mim para trabalhar e ganhar a vida. Não sou cúmplice."

A posição política que Ed Sheeran diz não ter

No mesmo comunicado, o cantor abre uma exceção rara à sua regra de silêncio sobre assuntos geopolíticos: "Estou chocado com o conflito entre Israel e a Palestina. Existem demasiadas guerras por todo o mundo a provocar uma dor imensurável, nenhuma das quais deveria ser tolerada." Ainda assim, justifica porque não vai mais longe: "Há uma razão para eu não utilizar a minha plataforma profissional para falar de política, todos os que vêm aos meus concertos não esperam isso."

As reações nas redes sociais dividem-se entre quem defende que Ed Sheeran foi colocado numa posição impossível e quem considera que a sua resposta ficou aquém do esperado. Macklemore, por sua vez, tornou-se numa figura de referência para quem acredita que os artistas devem usar a sua visibilidade para se posicionarem politicamente. A discussão está longe de ter fim — e a questão de quem vai abrir os concertos de Ed Sheeran até 11 de dezembro continua sem resposta.

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