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Televisão20 Jun 2026·5 min. de leitura

José Eduardo Moniz com trunfo na manga para apresentar o Big Brother All Stars

O diretor-geral da TVI promete uma estação diferente: novelas mais curtas, grelha mais ágil e um nome em aberto para conduzir o Big Brother All Stars em setembro.

José Eduardo Moniz com trunfo na manga para apresentar o Big Brother All Stars

A TVI que existe hoje não é a TVI que vai existir daqui a um ano

Quem o garante é José Eduardo Moniz, diretor-geral da estação, com a confiança de quem conhece bem o mercado e não tem medo de o dizer em voz alta. A palavra de ordem é mudança — gradual, mas consistente — e passa por uma grelha mais ágil, novelas mais curtas e uma aposta renovada nos programas de entretenimento.

A era das novelas com oito meses de gravações está a chegar ao fim. O novo modelo da TVI aposta em projetos de ficção continuada que não vão além dos três meses e meio, com cerca de 100 episódios cada — o que permite, nas contas de Moniz, ter entre cinco a seis novelas por ano. A pioneira deste formato é A Madrasta, que estreia no dia 22. "É uma novela de qualidade, que tem muitos e bons ingredientes e que esperamos que funcione bem. Insere-se na nova linha de projetos que decidimos que a TVI iria passar a ter, em termos de ficção continuada", explica o responsável.

As vantagens, segundo Moniz, são várias: "Satisfaz vários objetivos, desde logo, a diversidade e a variedade, o que permite acorrer a vários tipos de público e a duração daqueles que são os consumos pelos quais o espetador vem evoluindo desde há muitos anos a esta parte." Gravar a novela na totalidade antes da estreia também ajuda a reagir a tempo caso as audiências desiludam. "O processo de rotação permite-nos mais facilmente corrigir rotas, relativamente aquilo que porventura possa correr menos bem", assegura, acrescentando com convicção: "Não acreditamos que vá 'correr mal'."

Ousadia como estratégia — e Cláudio Ramos como trunfo

A transformação não se fica pela ficção. Moniz é claro: "Vamos mexer em todos os géneros com aproximações diferentes em relação a todos eles. E vamos querer trazer muita novidade ao mercado, revelando agilidade e sobretudo agarrados a um conceito, que é essencial hoje em dia: modernidade e atualização." E se isso implicar erros pelo caminho? "Nós vamos ser ousados, atrevidos e vamos continuar a percorrer caminhos que sejam de desinquietação interna e externa", assume, sem hesitar.

Um dos nomes centrais nesta nova fase é Cláudio Ramos. O apresentador, que tem sido a cara do Big Brother, estreou-se num registo completamente diferente com Linha D'Ouro, que arrancou a 13 de junho. "Ainda agora acabámos de gravar o novo concurso que vamos ter ao fim de semana. E vamos fazer mais", revela Moniz, visivelmente entusiasmado com o desempenho do apresentador. "Ele está a demonstrar ser um grande apresentador, está a fazer um género que até agora não era comum a ele, está a fazê-lo muito bem, eu ontem estive a assistir às gravações e devo dizer-lhe que fiquei muito agradavelmente surpreendido, até já lho fiz saber. Ele está transformado num excelente apresentador."

Ora, isto levanta uma questão óbvia: se Cláudio Ramos está a ocupar os fins de semana com um concurso, quem vai conduzir o Big Brother All Stars, previsto para setembro? O Big Brother Verão, que deverá estrear ainda este mês, já tem nome confirmado — Maria Botelho Moniz — mas o All Stars continua sem apresentador anunciado. Moniz foi direto: "Não está previsto o Cláudio ir para os reality shows nesta fase." O trunfo, por agora, fica na manga.

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