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Televisão19 Jul 2026·5 min. de leitura

Marta Cardoso revela curiosidade de Zé Maria no Big Brother

No videocast "The Leite Show", Marta Cardoso partilhou a sua visão sobre Zé Maria, vencedor do primeiro Big Brother em Portugal, e explicou porque acredita que ele seria hoje "uma planta" nos reality shows atuais.

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
Marta Cardoso revela curiosidade de Zé Maria no Big Brother
Créditos: Instagram

Vinte e cinco anos depois da estreia do primeiro Big Brother em Portugal, Marta Cardoso foi buscar memórias de uma das figuras mais icónicas dessa edição. Em conversa com Flávio Furtado no videocast "The Leite Show", a apresentadora falou sobre Zé Maria — o vencedor do reality show em 2000 — e deixou uma leitura bastante honesta sobre quem ele era dentro da casa.

A verdade sobre o "isolamento" de Zé Maria

Para quem acompanhou essa edição histórica, ficou a ideia de que Zé Maria era um concorrente posto de parte pelos colegas. Marta Cardoso veio desfazer esse mito com clareza: "O Zé Maria era, de facto, uma pessoa muito diferente. Tinha uma forma muito particular de estar que tu não aprendes em dois dias a lidar. Demorou tempo até eu conseguir percebê-lo e perceber como é que me encaixava com ele, porque tínhamos de ser nós a encaixar nele. Ele não estava disponível para se encaixar em ninguém."

Ou seja, o afastamento era uma escolha dele, não uma rejeição do grupo. "Ele estava isolado porque ele se isolava, não porque nós o isolávamos. Essa ideia passou ao contrário cá para fora", assegurou a apresentadora. Uma correção que, mais de duas décadas depois, ainda tinha razão de ser dita.

Zé Maria nos reality shows de hoje? "Seria uma planta"

Marta Cardoso não tem dúvidas de que o perfil de Zé Maria dificilmente teria o mesmo impacto nos formatos atuais. A conclusão é direta e sem rodeios: "Hoje seria uma planta. Uma planta carismática, engraçada, mas seria uma planta. Eu seria uma planta hoje."

A razão, segundo ela, está na forma como os concorrentes chegam agora a estes programas — muito mais preparados, muito mais conscientes do que o público e as produções procuram. A comparação que usou diz tudo: "Se quiseres ir para uma entrevista de emprego, onde sabes que, para teres aquele cargo, tens de fazer isto, isto e isto, vais tentar ser o mais parecido com aquilo que as pessoas procuram. É isso que fazem os concorrentes de reality."

A ideia de espontaneidade que marcou aquela primeira geração de concorrentes deu lugar a uma espécie de performance calculada. E, nesse contexto, tanto Zé Maria como a própria Marta Cardoso reconhecem que ficariam para trás — o que, dito assim, acaba por ser um elogio disfarçado a ambos.

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