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Televisão27 Jul 2026·5 min. de leitura

Cláudio Ramos reage a polémica com Ana Rita Barros

Depois de dias em silêncio, Cláudio Ramos reagiu no Instagram à polémica gerada pela entrevista a Ana Rita Barros no programa "Dois às 10".

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
Cláudio Ramos reage a polémica com Ana Rita Barros
Créditos: Instagram

A entrevista aconteceu na quarta-feira, 22 de julho, no programa "Dois às 10". Cláudio Ramos recebeu em estúdio Ana Rita Barros, uma jovem criadora de conteúdos digitais de 23 anos, que tinha sido convidada para falar sobre obesidade e autoconfiança. O que se seguiu, porém, não correu como esperado.

As palavras do apresentador geraram imediata controvérsia. Frases como "eu não acho que sejas feliz desta forma a nível de saúde" e "eu não posso apresentar um programa de televisão onde se normalize que alguém com 120 quilos está bem" foram dirigidas à jovem em direto — e ela não as recebeu bem. Num vídeo partilhado no TikTok após a entrevista, Ana Rita foi clara: "Sinto que fui um bocadinho atacada. Fui convidada para estar lá e senti-me mesmo atacada, principalmente pelo Cláudio Ramos - numa de quase preconceito."

Cláudio Ramos quebra o silêncio no Instagram

Durante os dias seguintes, o apresentador não se pronunciou. Foi só neste domingo que Cláudio Ramos partilhou uma publicação no Instagram a reagir a tudo o que aconteceu — e fê-lo sem papas na língua.

"Parece que de repente o mundo se divide entre gordos e magros, mas não. O mundo divide-se entre boas e más pessoas e eu sou dos que aprecia as boas porque a mim importa zero se são gordos, magros, pretos, brancos, amarelos, verdes, se usam óculos ou lentes de contato, cabelo liso ou caracóis, se são altos ou baixos. A mim importa que sejam livres e felizes. É nisso que se baseia a minha forma de estar."

O apresentador aproveitou também para deixar uma crítica implícita a quem usou o episódio como munição fácil: "Sou super a favor de discutir temas e acho que também aqui o mundo se divide. Os que aproveitam para discutir de forma interessante e outros que na escuridão onde vivem veem aqui uma luz para aparecer. Não condeno, mas questiono os que falam de empatia e usam o ódio para tentar passar os argumentos que não têm. Comigo não adianta, já expliquei que não me tira o sono."

A posição sobre a obesidade e o argumento da saúde pública

Cláudio foi mais longe e clarificou o que estava, na sua perspetiva, em causa. Invocou a OMS e a própria experiência pessoal para defender que a obesidade é uma doença que não deve ser ignorada: "No entanto, convém lembrar que a obesidade é uma doença e um dos enormes problemas que a OMS luta para combater. Obviamente não acho que a felicidade se defina pelo peso da balança mas é um problema de saúde. Eu seria mais feliz sem os problemas de saúde que tenho, e tendo alguns, falo portanto por experiência própria."

Recusou, no entanto, qualquer leitura de que defendia a exclusão ou o julgamento de quem tem excesso de peso. O problema, defendeu, está na mensagem que se passa a quem ainda está a formar opiniões: "Nenhuma pessoa com excesso de peso tem que se esconder ou deixar de fazer o que entende pelo que lhe diz a balança ou o espelho, no entanto tem a obrigação de não passar a mensagem irresponsável de que se pode comer fritos, chocolates e beber refrigerantes todos os dias e alegremente ser-se preguiçoso quando o objetivo é influenciar jovens. Mas isto sou eu, que não me deixo influenciar por ninguém e como dois litros de gelado por semana!"

Fechou a publicação com um apelo à serenidade: "Entretanto, a semana fez-se de rotinas e canções. De alegrias, de sol e lidas da casa. Somos todos iguais. Mais iguais numas coisas que noutras. Não se destruam porque não nos adianta. Mesmo!"

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