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Viral19 Jun 2026·5 min. de leitura

Personalidades portuguesas na lista de alvos de neonazis

Músicos, humoristas, jornalistas, atores e associações estão entre os mais de 100 nomes incluídos na "lista de indesejáveis" do grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano.

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
Personalidades portuguesas na lista de alvos de neonazis
Créditos: Instagram

A "lista de indesejáveis" do grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano (MAL) tem mais de uma centena de nomes — e não são apenas políticos. Entre os potenciais alvos desta milícia estão músicos, humoristas, jornalistas, ilustradores e uma série de associações e coletivos portugueses.

Quem está na lista?

Do lado da música, surgem Dino D'Santiago, Fado Bicha, o saudoso Marco Paulo (falecido em 2024) e a rapper Mynda Guevara. Mas a lista vai muito além disso. O radialista Nuno Markl, a ilustradora e colunista Clara Não, o humorista e ativista Diogo Faro, a psicóloga e sexóloga Tânia Graça, a atriz e apresentadora Cláudia Semedo, o ilustrador e cartunista André Carrilho e a escritora e jornalista Alexandra Lucas Coelho são alguns dos outros nomes referenciados.

Ao nível político, a lista inclui figuras como Luís Montenegro, António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva, Rui Tavares, Mariana Mortágua, Isabel Moreira e Alexandra Leitão. O MAL chegou mesmo a planear atacar a casa do primeiro-ministro Luís Montenegro no início do ano passado.

Associações e partidos também no radar do MAL

Além de pessoas individuais, o movimento tinha também referenciadas associações, coletivos e entidades como o SOS Racismo, o Movimento Vida Justa, a Associação 25 de Abril, a ILGA Portugal, o Bantumen, o Climáximo, o Festival Feminista de Lisboa e a Iniciativa Cigana. No plano partidário, estavam igualmente referenciados o PAN, o Livre, o Bloco de Esquerda e o PCP.

Segundo a acusação do Ministério Público, a que o Expresso teve acesso, estes nomes eram vistos como "uma ameaça direta aos interesses nacionais e esfera de interesses do MAL" e eram considerados para "ações futuras". São 11 os arguidos do movimento, quatro dos quais em prisão preventiva desde junho do ano passado. A Polícia Judiciária já identificou suspeitos fora do país.

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