Cândido Costa conta como esteve quase a ser preso no Mundial 2026
O ex-futebolista Cândido Costa revelou no Canal 11 que quase foi detido à entrada do estádio no jogo Portugal vs Colômbia, no Mundial 2026, por causa de uma mochila e uma credencial que a segurança considerou falsificada.

Era suposto ser um momento de glória. Cândido Costa tinha recebido o convite para ser o responsável por apresentar a moeda oficial ao árbitro antes do apito inicial no jogo entre Portugal e a Colômbia, no Mundial 2026, a 27 de junho, em Miami, nos EUA. E chegou mesmo a cumprir essa função — mas o que o público não sabia era o sufoco que o antecedeu.
O ex-jogador partilhou tudo no programa 'Era Uma Vez na América', no Canal 11, numa história que oscila entre o absurdo e o genuinamente caricato.
Preso à entrada do estádio por causa de uma mochila
Cândido Costa contou que a confusão começou ainda antes de entrar no recinto. "Estive para ser preso a entrar no estádio, no dia em que fui entregar a moeda ao árbitro. Com bilhete, com tudo legal, como deves imaginar. Por causa da mochila que levava, estive quase para ser detido. Ia fazer só o 'coin toss' para a marca que estava em causa, a Coca-Cola, não precisava de material nenhum de filmagem", começou por explicar.
A mochila tinha roupa lá dentro — nada mais. Mas ao passar pela segurança, recusaram-lhe a entrada. Tentou explicar que a roupa era necessária porque iria ao relvado, e que a credencial que trazia era interna, atribuída pela federação para o dia a dia, treinos e conferências de imprensa. Não resultou. "Entenderam que essa credencial, que trazia dentro da mochila era uma credencial falsa da FIFA da qual eventualmente tirar partido dentro de campo, olha o problema", revelou.
"O homem da moeda? Foi preso"
A situação foi escalando. Apareceram elementos de autoridade, uniformes de várias cores, e Cândido Costa ficou encostado, a tentar convencer pessoas que, na sua ótica, tinham toda a razão para desconfiar. "Já estava encostado, com forças da autoridade a explicar isto tudo, eles estavam a tratar e a julgar, também sem culpa nenhuma, foi difícil explicar que essa credencial era interna, só para fazer o dia a dia, porque eles sabiam lá quem era o Cândido. Há uma credencial falsa na ótica deles, já não estava para brincadeiras. Começaram a haver outras forças a aparecer, outras cores de uniforme".
O que acabou por salvar a situação foi algo improvável: a chegada de adeptos portugueses ao estádio. Ao reconhecerem-no, foram cumprimentá-lo, tirar fotografias, tratá-lo pelo nome — e de repente a segurança começou a ver as coisas de outra forma. "O que é que começou a remar a meu favor e a atenuar um bocado aquela situação? Começam a entrar portugueses e vêm ter comigo. 'Cândido, soltinho!', pessoas a tirar fotos comigo, e eles pensaram: 'Se calhar, não é um tipo que anda aqui a forjar credenciais'", contou.
Com o passaporte, a fotografia e o apoio inesperado dos compatriotas, a situação ficou resolvida. Cândido Costa acabou por ir ao relvado cumprir o momento para o main sponsor da competição, a Coca-Cola — mas não sem antes deixar no ar a imagem que o fez rir: "Imagina eles a perguntarem: 'O homem da moeda?' 'Foi preso'".






