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Entretenimento15 Jul 2026·5 min. de leitura

O novo filme de "Vaiana" está a desiludir os fãs

A versão em imagem real de "Vaiana" estreou-se com resultados muito abaixo do esperado, e as contas já apontam para um prejuízo entre 100 e 125 milhões de dólares para a Disney.

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
O novo filme de "Vaiana" está a desiludir os fãs
Créditos: Instagram

Nem uma semana passou desde a estreia e já se fazem contas ao rombo que o filme vai abrir nas finanças da Disney. A versão em imagem real de "Vaiana" chegou aos cinemas com uma das aberturas mais dececionantes dos últimos tempos para o estúdio, e o setor não está a poupar nas análises.

Uma estreia para esquecer

Os números falam por si: 43 milhões de dólares de receitas entre sexta-feira e domingo na América do Norte, e 95 milhões a nível global — muito longe dos 130 milhões (já revistos em baixa) que a indústria esperava. Para um filme que custou 250 milhões de dólares de produção, mais cerca de 120 milhões investidos em marketing, o ponto de equilíbrio financeiro está fixado em pelo menos 600 milhões de dólares, segundo a Variety.

Em contraste direto, a animação da Pixar "Toy Story 5", que chegou aos cinemas em junho, está prestes a entrar no restrito clube de filmes acima dos mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais — já leva 882 milhões. Ambos os filmes custaram os mesmos 250 milhões, mas os resultados não podiam ser mais diferentes.

Quanto é que a Disney pode perder?

As publicações especializadas Deadline e Variety já fizeram as contas, comparando a trajetória de "Vaiana" com a de "Branca de Neve" (2025), outra adaptação em imagem real de uma animação que também ficou muito aquém das expectativas. O cenário apontado é um prejuízo entre 100 e 125 milhões de dólares — o equivalente a 87,44 a 109,3 milhões de euros — depois de somadas as receitas de bilheteira com as fontes secundárias: video-on-demand, Blu-ray, licenciamento para televisão, vendas de produtos licenciados e streaming da banda sonora. O próprio Deadline admite que a sua estimativa é "conservadora".

Ainda assim, este tipo de informação financeira deve ser lido com alguma reserva. O custo exato de produção de filmes nos EUA é um segredo bem guardado, e os valores que circulam publicamente baseiam-se muitas vezes em estimativas de fontes dos próprios estúdios — longe de serem imparciais.

A Disney não desistiu e, segundo várias fontes, mantém a esperança de recuperar nas próximas semanas, apostando nas boas reações do público ao regresso em carne e osso de Dwayne Johnson como o semideus Maui e à estreia de Catherine Laga'aia no papel da nova Vaiana. A ideia é conquistar as famílias ao longo das semanas seguintes, algo que os filmes de animação clássica costumam conseguir com mais facilidade.

O ano da Disney tem sido, no geral, morno. Com exceção de "Toy Story 5" e "O Diabo Veste Prada", o estúdio acumulou desilusões com "Socorro!" — o filme de terror de Sam Raimi com Rachel McAdams e Dylan O'Brien — e com "Saltitões", uma animação original da Pixar, a par dos fracassos de "Psycho Killer" (ainda inédito em Portugal) e, sobretudo, de "Star Wars: The Mandalorian and Grogu". A terminar o ano está previsto "Avengers: Doomsday", que carrega consigo muita expectativa com o reencontro de dezenas de atores do Universo Cinematográfico Marvel — e que, a esta altura, o estúdio precisa mesmo que corra bem.

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