Novo videoclipe de Agir alvo de críticas
O videoclipe de "Rolê", novo tema de Agir, gerou debate no programa "V+ Fama" sobre objetificação, arte e empoderamento feminino.

O mais recente videoclipe de Agir está a dar que falar. O tema em causa é "Rolê", e a polémica chegou ao programa "V+ Fama", onde a forma como os corpos femininos são representados nas imagens se tornou o centro de um debate que mistura arte, objetificação e empoderamento.
Onde termina a arte e começa a objetificação?
Foi Guilherme Castelo Branco quem lançou a questão: onde é que a expressão artística acaba e começa a objetificação da mulher? A pergunta abriu caminho para uma discussão mais ampla, com António Leal e Silva a puxar para o debate o nome de Sydney Sweeney, a atriz americana que protagonizou uma campanha considerada ousada e que também gerou críticas. Para o comentador, os critérios têm de ser aplicados de forma consistente, independentemente de quem está em cena.
"Há aqui dois pesos e duas medidas", afirmou António Leal e Silva, deixando no ar a ideia de que o mesmo escrutínio nem sempre recai sobre todos de forma igual.
«Já nem os rappers americanos fazem isto»
A posição do comentador foi clara e sem meias palavras. "Ali o que as mulheres estão a fazer não tem nada a ver com empoderamento. Aquilo é a utilização do corpo da mulher para ganhar views e para verem umas miúdas ali todas cheias de contorções", disse, acrescentando que este tipo de imagens "está completamente out". O argumento final foi, talvez, o mais direto de todos: "Já nem os rappers americanos fazem isto."
Agir, nome artístico de Vítor Hugo Palma, é um dos artistas portugueses mais reconhecidos do universo pop urbano nacional, com uma carreira construída ao longo de mais de uma década. O videoclipe de "Rolê" veio, ao que parece, tocar num nervo que o meio ainda não sabe bem como tratar.
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