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Música8 Jun 2026·5 min. de leitura

Cantor Miguel Bravo condenado a pena suspensa por crimes sexuais

O Tribunal de Évora condenou esta segunda-feira o cantor popular Miguel Bravo a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa por crimes de abuso sexual de crianças e pornografia de menores agravado.

Cantor Miguel Bravo condenado a pena suspensa por crimes sexuais

Miguel Bravo condenado por crimes contra duas menores

O Tribunal de Évora condenou esta segunda-feira, 8 de junho, o cantor popular Miguel Bravo a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa por crimes de abuso sexual de crianças e pornografia de menores agravado. Na leitura do acórdão, a presidente do coletivo de juízes deixou claro que o tribunal deu como provados todos os crimes constantes na acusação — sublinhando que o arguido confessou integralmente os factos durante o julgamento.

No total, Miguel Bravo foi condenado por quatro crimes de pornografia de menores agravados e três crimes de abuso sexual de crianças. As vítimas eram duas raparigas que, à data dos factos, tinham 13 e 15 anos. O cantor tinha então 21 anos.

"Vai cumprir a pena num estabelecimento prisional"

A presidente do coletivo não poupou palavras na leitura da sentença. Reconhecendo que "o tribunal não ignora a gravidade subjacente aos factos", destacou o "respaldo familiar" do arguido, o facto de não ter voltado a contactar as vítimas nem outras menores, e o arrependimento manifestado — fatores que pesaram na decisão de suspender a pena.

Ainda assim, o recado foi direto: "As vítimas são menores de idade e o único adulto era o senhor", disse a juíza, dirigindo-se diretamente a Miguel Bravo. E foi mais longe: "Se voltar a este tribunal com este tipo de conduta e outra similar, vai cumprir a pena num estabelecimento prisional."

A magistrada acrescentou ainda: "É bom que tenha noção que estas duas menores são crianças, que devia proteger e não praticar contra elas crimes. Não tem noção das consequências que este tipo de conduta tem nas crianças."

Para além da pena suspensa, Miguel Bravo foi condenado a pagar 500 euros a uma das vítimas e à pena acessória de proibição de confiança de menores durante cinco anos.

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