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Televisão31 Jul 2026·5 min. de leitura

Jóias desaparecem em gala do The Voice

Peças avaliadas em 350 mil euros, usadas por Maria Petronilho na primeira gala do The Voice Portugal, desapareceram após a emissão. O caso já envolve versões contraditórias e uma queixa à PSP.

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
Jóias desaparecem em gala do The Voice
Créditos: Instagram

Os bastidores do The Voice Portugal, na RTP, estão a ser marcados por uma situação que ninguém esperava: as joias usadas por Maria Petronilho, apresentadora digital do formato, desapareceram após a primeira gala da temporada, conduzida por Catarina Furtado. O caso já gerou versões contraditórias e uma queixa às autoridades.

Segundo avançou o Observador, estão em causa seis gargantilhas, uma pulseira, quatro pares de brincos e um par de ganchos de cabelo — todas as peças produzidas em ouro e cravejadas com brilhantes, quartzos verdes e esmeraldas colombianas. O valor de produção das joias ronda os 86 mil euros, mas o seu valor de mercado chega aos 350 mil euros.

Duas versões, uma queixa e muitas perguntas

As peças pertencem à marca portuguesa Fiorire Jewellery, da designer Maria Baptista, que afirma ter cedido as joias para serem usadas durante a emissão televisiva. A empresária aponta o dedo à produtora de moda Raquel Guerreiro e à sua assistente — responsáveis pelo guarda-roupa de Maria Petronilho — acusando-as de terem ficado com as peças após o fim da gala. Maria Baptista acrescenta ainda que, nas 48 horas seguintes ao evento, nunca chegou a ser informada de que as joias estariam desaparecidas.

Raquel Guerreiro rejeita qualquer responsabilidade. A produtora de moda garante que as joias foram entregues à empresa de transportes encarregue de levar o material do estúdio da RTP, em Paço de Arcos, para as instalações da produtora, no Beato, atribuindo à transportadora a eventual perda das peças. E foi mais longe: apresentou ela própria uma queixa por furto junto da PSP.

RTP e Maria Petronilho fora de causa

As autoridades estão agora a investigar o percurso das joias desde o final da gala até ao momento em que foi dado o alerta para o desaparecimento. Há um detalhe que convém sublinhar: a RTP não é apontada como responsável pelo sucedido. O diferendo está circunscrito aos intervenientes diretamente envolvidos no empréstimo, transporte e devolução das peças. Maria Petronilho também não é visada em qualquer acusação relacionada com o caso.

Fica por esclarecer onde, exatamente, as joias se perderam — e quem, no final, terá de responder por elas.

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