Jóias desaparecem em gala do The Voice
Peças avaliadas em 350 mil euros, usadas por Maria Petronilho na primeira gala do The Voice Portugal, desapareceram após a emissão. O caso já envolve versões contraditórias e uma queixa à PSP.

Os bastidores do The Voice Portugal, na RTP, estão a ser marcados por uma situação que ninguém esperava: as joias usadas por Maria Petronilho, apresentadora digital do formato, desapareceram após a primeira gala da temporada, conduzida por Catarina Furtado. O caso já gerou versões contraditórias e uma queixa às autoridades.
Segundo avançou o Observador, estão em causa seis gargantilhas, uma pulseira, quatro pares de brincos e um par de ganchos de cabelo — todas as peças produzidas em ouro e cravejadas com brilhantes, quartzos verdes e esmeraldas colombianas. O valor de produção das joias ronda os 86 mil euros, mas o seu valor de mercado chega aos 350 mil euros.
Duas versões, uma queixa e muitas perguntas
As peças pertencem à marca portuguesa Fiorire Jewellery, da designer Maria Baptista, que afirma ter cedido as joias para serem usadas durante a emissão televisiva. A empresária aponta o dedo à produtora de moda Raquel Guerreiro e à sua assistente — responsáveis pelo guarda-roupa de Maria Petronilho — acusando-as de terem ficado com as peças após o fim da gala. Maria Baptista acrescenta ainda que, nas 48 horas seguintes ao evento, nunca chegou a ser informada de que as joias estariam desaparecidas.
Raquel Guerreiro rejeita qualquer responsabilidade. A produtora de moda garante que as joias foram entregues à empresa de transportes encarregue de levar o material do estúdio da RTP, em Paço de Arcos, para as instalações da produtora, no Beato, atribuindo à transportadora a eventual perda das peças. E foi mais longe: apresentou ela própria uma queixa por furto junto da PSP.
RTP e Maria Petronilho fora de causa
As autoridades estão agora a investigar o percurso das joias desde o final da gala até ao momento em que foi dado o alerta para o desaparecimento. Há um detalhe que convém sublinhar: a RTP não é apontada como responsável pelo sucedido. O diferendo está circunscrito aos intervenientes diretamente envolvidos no empréstimo, transporte e devolução das peças. Maria Petronilho também não é visada em qualquer acusação relacionada com o caso.
Fica por esclarecer onde, exatamente, as joias se perderam — e quem, no final, terá de responder por elas.
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