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Televisão14 Jun 2026·5 min. de leitura

José Eduardo Moniz promete mudanças na TVI

O diretor-geral da TVI, José Eduardo Moniz, anuncia uma nova era para a estação: novelas mais curtas, grelha mais ágil e uma aposta renovada em todos os géneros de programação.

José Eduardo Moniz promete mudanças na TVI

A TVI que existe hoje não será a mesma daqui a um ano

É José Eduardo Moniz, diretor-geral da TVI, quem diz isso — e diz-o com a convicção de alguém que conhece bem o mercado e não tem medo de mexer nas peças. O plano está traçado: grelha mais ágil, novelas mais curtas e uma renovação transversal a todos os programas da estação.

A era das novelas com oito meses de gravações está a chegar ao fim. O novo modelo aposta em projetos que não vão além dos três meses e meio, com cerca de 100 episódios, o que permitirá à estação oferecer entre cinco a seis novelas por ano. A pioneira desta mudança é A Madrasta, com estreia marcada para dia 22. "É uma novela de qualidade, que tem muitos e bons ingredientes e que esperamos que funcione bem. Insere-se na nova linha de projetos que decidimos que a TVI iria passar a ter, em termos de ficção continuada", explica Moniz, acrescentando que este formato "satisfaz vários objetivos, desde logo, a diversidade e a variedade, o que permite acorrer a vários tipos de público e a duração daqueles que são os consumos pelos quais o espetador vem evoluindo desde há muitos anos a esta parte."

Outra particularidade deste novo modelo é que cada novela será gravada na totalidade antes de ir para o ar. Segundo Moniz, isso facilita a gestão de eventuais problemas de audiências: "O processo de rotação permite-nos mais facilmente corrigir rotas, relativamente aquilo que porventura possa correr menos bem. O facto de ser gravado totalmente antes de ir para o ar, está compensado pelo período de curta duração. Não acreditamos que vá 'correr mal'".

Mudanças em todos os géneros, sem exceção

A transformação não se fica pela ficção. Moniz é claro quanto à abrangência do que está a ser preparado: "Vamos mexer em todos os géneros com aproximações diferentes em relação a todos eles. E, vamos querer trazer muita novidade ao mercado, revelando agilidade e sobretudo agarrados a um conceito, que é essencial hoje em dia: modernidade e atualização." E se isso implicar tropeçar pelo caminho, o responsável não foge ao tema — admite que podem "cometer erros" e que isso é natural.

O tom é de quem não quer ficar parado à espera. "É não ficar parado no tempo, há muita gente que está a ficar parado e nós não queremos isso. Vamos mudar a nossa grelha de programação aos poucos. As pessoas vão verificar que a TVI que terão daqui a um ano não vai ser a televisão que vêm hoje. Estamos a fazer alterações graduais", garante. O discurso contempla ainda a componente económica: "Estamos a acompanhar a racionalização de custos que nós precisamos de ter e estamos a ir ao encontro daquelas que são as solicitações que o mercado nos faz. Quer o mercado dos espetadores, quer o dos anunciantes."

Um dos nomes centrais desta nova fase é Cláudio Ramos. O apresentador, muito associado ao Big Brother, prepara-se para surgir num registo completamente diferente com Linha D'Ouro, o novo concurso de fim de semana da estação, com estreia marcada para 13 de junho. "Ainda agora acabámos de gravar o novo concurso que vamos ter ao fim de semana. E vamos fazer mais. Iremos procurar estar à frente do nosso tempo e não ter medo de fazer conviver fórmulas já conhecidas com projetos que são inovadores", conclui Moniz.

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