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Viral3 Aug 2026·5 min. de leitura

Dois pilotos morrem após colisão de helicópteros no combate a incêndios na Grécia

Dois helicópteros que combatiam incêndios na Grécia colidiram este domingo na zona de Psatha, a oeste de Atenas, provocando dois mortos. O momento foi captado em imagens impressionantes.

Pedro Davide
Pedro DavideRedação
Dois pilotos morrem após colisão de helicópteros no combate a incêndios na Grécia
Créditos: Instagram

Dois helicópteros que participavam no combate aos fogos na Grécia colidiram este domingo, provocando a morte de dois tripulantes. As imagens do momento são impressionantes: é possível ver as duas aeronaves a voar muito próximas uma da outra até ao choque, altura em que uma delas se incendiou, perdeu a hélice principal e caiu no terreno.

O acidente ocorreu na zona de Psatha, no oeste de Atenas. Segundo o Corpo de Bombeiros da Grécia, citado pelo jornal local Kathimerini, as duas tripulações, compostas por dois elementos cada, foram encontradas. Uma das equipas sofreu apenas ferimentos ligeiros. Os outros dois tripulantes, um piloto romeno e o copiloto grego, não sobreviveram.

Um país a arder, com alerta máximo

A tragédia acontece numa semana particularmente negra para a Grécia. Em apenas sete dias, mais de 12 mil hectares de floresta e de terrenos agrícolas foram devastados pelas chamas, num país que tem sido fortemente afetado pela crise climática, à semelhança de toda a região do Mediterrâneo. O país encontra-se agora no nível máximo de alerta.

Um incêndio que deflagrou na sexta-feira em Porto Germeno, a cerca de 70 quilómetros a noroeste de Atenas, nas margens do Golfo de Corinto, concentra grande parte das preocupações. Théodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios e investigador do Observatório Nacional da Grécia, citado pela AFP, foi direto: "infelizmente, é muito provável — para não dizer quase certo — que este incêndio venha a ser classificado como um megaincêndio."

Os bombeiros gregos enfrentam atualmente vários fogos em simultâneo. Estão mobilizados em Porto Germeno cerca de 500 operacionais, enquanto outros 100 combatem um incêndio em Aigialia, no norte da península do Peloponeso.

Ventos de 100 km/h e temperaturas extremas

O primeiro-ministro grego já havia alertado para a situação "extremamente difícil" que o país enfrenta, apontando as condições meteorológicas "extremas" como principal fator agravante: ventos a 100 quilómetros por hora e temperaturas elevadas tornam o combate aos incêndios ainda mais perigoso para quem está no terreno.

Habitualmente fustigada todos os verões por incêndios devido às frequentes ondas de calor e à seca, a Grécia tinha, até agora, escapado aos grandes fogos no início da época estival, ao contrário do que aconteceu em França e em Espanha. O trágico acidente deste domingo mostra bem o custo humano de uma época que está longe de terminar.

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