Cristiano Ronaldo dispara contra jornalistas e comentadores
Na conferência de imprensa antes do jogo de Portugal contra o País de Gales, Cristiano Ronaldo foi a jogo com os críticos e não poupou nas palavras.

Há perguntas de antevisão que ficam pela análise tática. E depois há conferências como esta. Na antevisão do jogo de Portugal contra o País de Gales, Cristiano Ronaldo aproveitou o microfone para ajustar contas — com cuidado, mas sem deixar margem para dúvidas.
«Tentam matar-me, mas só com uma caçadeira»
O craque começou com uma ressalva que já dizia muito: «Não posso ser 100% sincero... Tenho de ser politicamente correto.» A seguir, veio o elogio ao carinho que sente fora do país: «Uma coisa que costumo dizer é que sempre fui muito bem recebido, mas este foi possivelmente dos anos em que senti mais carinho.»
Sobre Portugal, o tom foi mais matizado. Ronaldo reconheceu o afeto dos compatriotas, mas deixou um recado afiado a quem passa os dias a analisá-lo: «Não digo que em Portugal não o sinta, sinto que os portugueses gostam muito de mim e que têm um carinho especial por mim. Compreendo que há alguns canais que gostam de me atacar e tentam matar-me, mas só com uma caçadeira. E mesmo assim consigo desviar-me da bala.»
A imagem é tão deliberada quanto eficaz — e quem acompanha o percurso do jogador sabe que esta relação tensa com certos sectores da comunicação social portuguesa não é de agora. Ao longo dos anos, Ronaldo tem sido alvo recorrente de críticas que, na sua perspetiva, extravasam o comentário desportivo e entram noutro território.
Para fechar, voltou ao que lhe é mais característico: o controlo. «Já estou acostumado. Aquilo que posso controlar, eu controlo. Aquilo que não posso controlar, não controlo», concluiu o capitão da seleção.
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