Globos de Ouro: Bruno Nogueira faz humor negro com a morte do pai
A 30.ª gala dos Globos de Ouro da SIC ficou marcada por discursos emotivos, humor negro de Bruno Nogueira e um regresso musical a 1996 com Dulce Pontes.

A noite do Coliseu dos Recreios no passado sábado, 26 de setembro, tinha todos os ingredientes habituais: vestidos de gala, estatuetas e agradecimentos emocionados. A 30.ª edição dos Globos de Ouro da SIC, conduzida novamente por Clara de Sousa, cumpriu o protocolo — mas também foi muito além dele.
Houve Nuno Markl a falar com emoção e humor da recuperação após dois AVC, Joana Marques a receber um prémio sem sequer estar presente na cerimónia, e uma atuação de Dulce Pontes que fez a gala recuar três décadas, até 1996. Entre gargalhadas e momentos de nó na garganta, estes foram os episódios que definiram os Globos de Ouro 2026.
Bruno Nogueira transformou a tragédia numa piada de alto risco
"Ruído", o projeto de Bruno Nogueira, venceu o Globo de Melhor Projeto de Humor. O discurso de aceitação podia ter sido simples — não foi. O humorista começou por recordar que tinha sido nomeado no ano anterior, mas que não ganhou. Na manhã seguinte, morreu o pai.
Com o timing que o caracteriza, contou ao público que, ao perguntar a uma enfermeira pelas últimas palavras do pai, ouviu a resposta: "A SIC matou-me." Não ficou por aqui. Juntou à história as cinco nomeações anteriores de Nuno Markl e os dois AVC sofridos pelo radialista, terminando com um agradecimento à SIC e à revista "Caras" por terem "assassinado o meu pai e 50% do Markl". A sala riu. Nervosamente, como deve ser.
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