Quase 20 anos depois, suspeito fala sobre Madeleine McCann
Christian Brueckner, principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, quebrou o silêncio e revelou o que estava a fazer na Praia da Luz na noite em que a menina desapareceu.

Volvidos quase 20 anos, o nome de Madeleine McCann continua a surgir nas notícias sem que as respostas fundamentais tenham chegado. A menina inglesa desapareceu da Praia da Luz, no Algarve, em maio de 2007, quando tinha apenas três anos, num caso que permanece um dos mais mediáticos e por resolver da história recente.
A versão de Brueckner: drogas, polícia e uma fuga apressada
O principal suspeito na fase atual das investigações é Christian Brueckner, alemão de 49 anos, que voltou a negar qualquer envolvimento no desaparecimento. Numa entrevista ao jornal britânico "Mail on Sunday", divulgada no domingo, 20 de setembro, Brueckner falou publicamente, pela primeira vez, sobre o que fazia na Praia da Luz naquela noite.
"Estava na praia, não muito longe do hotel da Maddie, a vender drogas", afirmou. Segundo relatou ao tabloide, tinha estado em Espanha e transportado marijuana para Portugal. Encontrava-se a cerca de 150 metros do local onde a família McCann estava instalada quando percebeu a movimentação policial — e tentou sair da zona o mais depressa possível. Nessa mesma noite, enquanto as autoridades procuravam Madeleine, Brueckner diz ter sido mandado parar três vezes pela polícia, descrevendo uma área com luzes de emergência e vários controlos.
Por que ficou em silêncio até agora?
A explicação para anos de silêncio público veio também nesta entrevista. Brueckner disse ao Mail on Sunday que optou por não falar porque temia ser incriminado. "Fiquei calado porque a polícia quer incriminar-me pelo caso da Maddie. (...) Não tenho nada a ver com o desaparecimento da menina", declarou, citado pelo Jornal de Notícias.
A investigação continua aberta, e as declarações do alemão, longe de fecharem o caso, alimentam ainda mais a discussão em torno de um desaparecimento que, quase duas décadas depois, ainda não tem uma resposta definitiva.
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